EDITORIAL e as 1100 edições da Folha

Publicado em 27/07/2012 - geral - Da Redação

A Folha Regional chegou a 1100 edições! Uma história construída com lutas e conquistas. De uma simples máquina de escrever até a ampla informatização. Ações de ampla cobertura de toda a região, valorizando a força política de cada cidade e suas tradições.
Traduzindo em números, 1100 edições são 1100 semanas, 275 meses, mais de 22 mil páginas, milhões de caracteres e textos, milhares de fotos, viagens e contatos mantidos. Traduzindo em significado profissional, representa dedicação, esforço, doação e resultados. Perdas e conquistas!
Ao longo dos últimos 22 anos, este semanário registrou em suas páginas fatos que representam mais que notícias para as cidades de sua abrangência. Representam tragédias, entraves, debates e, acima de tudo, conquistas. A transformação da sociedade construída através de um espaço democrático com abertura para todos os segmentos. O elo de ligação entre o anseio popular e a ação política. Muitas vezes a ação deste jornal representou uma “reação” por parte de autoridades. E assim a história de jornalismo vem sendo construída, alcançando credibilidade e respeito em toda a região. Dificuldades foram enfrentadas. No jornalismo, através da incompreensão de pessoas que ainda não entendiam a função social e democrática do jornal. Mesmo com toda a abertura, críticas e cobranças eram observadas como ações negativas. Demorou, mas com trabalho e seriedade, hoje existe o respeito por parte da maioria das autoridades e grupos constituídos. Na publicidade, as dificuldades ocorreram no sentido da falta de visão neste setor por parte de empresários. Com a qualidade e retorno comprovados, hoje esta questão é observada como “investimento”. É simples: “Quem não é visto, não aparece, não mostra a sua cara e, consequentemente, não vende”.
Em 1100 edições, a equipe deste semanário se desdobrou. Atuou nos mais diversos locais, dias e horários. Aos sábados, domingos e feriados. Fez do seu trabalho a extensão da sua família. Esteve em eventos festivos e reuniões intermináveis. Visitou cidades e bairros, mantendo o contato direto com a população. O mais importante é que nossa visão não tem discriminação. Da entrevista com um governador ou com uma família embaixo de uma ponte, o espírito é o mesmo: construir para a transformação de uma sociedade mais justa e humana.
Os eventos comemorativos aos aniversários deste jornal comprovam a credibilidade regional. É significativa a presença de autoridades, empresários e cidadãos comuns. Uma prova incontestável de reconhecimento e um estímulo para que o trabalho continue. Acima de tudo, mostrando o valor e força de um jornal do interior. Vale lembrar ainda a homenagem recebida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em sessão solene, com a presença de autoridades e amigos.
Aliás, vale citar estudo da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, comprovando que um leitor de jornal “em papel” retém mais que um leitor on-line. Intitulado “Medium matters” – “questões de meio”, em uma tradução mais literal ou, em trocadilho, “o meio importa”, é uma análise sobre o “engajamento com jornais” nos dias de hoje. Em suma, diz o estudo que “os leitores on-line tendem a escanear os textos, enquanto os leitores de impresso tendem a ser mais metódicos”. Ou seja, o leitor de jornal impresso recorda em média mais notícias (9,6) que o leito do site do jornal (7,3). Ele também relembra mais tópicos (4,2) que o leitor on-line (2,8). Também quanto aos pontos principais, ou seja, os trechos importantes distribuídos ao longo do texto, o leitor do jornal impresso recorda mais (4) que a pessoa que lê na mídia on-line (2,8).
Um segundo estudo dos autores de “Médium Matters”, intitulado “Advertising Affinities” – “afinidades de publicidade”, obteve resultados semelhantes quanto à retenção. O leitor do impresso recorda, em média, 1,3 anúncio publicitário, enquanto a pessoa que lê a publicidade on-line recorda 0,7. A análise conclui que os anúncios impressos “são estáticos, não mudam, enquanto no on-line tem natureza efêmera”.
Portanto, os números e estudos comprovam o poder de “concentração e contemplação” do jornal impresso. No caso do jornal do interior, esta situação é ainda mais latente. Isto porque, na maioria das vezes, o leitor já conhece o estabelecimento comercial e seu proprietário. Desta forma, já existe uma relação entre as partes: comerciante e consumidor. O jornal do interior, por sua vez, exerce a função de estreitar este relacionamento, mostrando as oportunidades oferecidas no dia-a-dia e que são opções positivas para o consumidor.
1100 edições e 1100 semanas! Fica a certeza de que ainda há muito a registrar sobre a história da região. O leitor e o anunciante são nossos parceiros primordiais para a construção desta história, que esperamos continuar sendo de lutas e, principalmente, conquistas para todos.